Sintegração sobre conceitos do Hertzberger

    Ocorreu mais uma rodada de debate no formato de sintegração em aula, dessa vez sobre a leitura de "Lições de arquitetura", de Herman Hertzberger. Tive um problema com o meu microfone durante a aula que acabou me obrigando a ser observadora em todas as rodadas, e me limitei então a escutar argumentos e críticas dos meus colegas, que apresentarei a seguir. 

    Inicialmente, participei do debate sobre "a forma convidativa e o espaço habitável entre as coisas". Analisou-se a inegável influência do arquiteto na socialização presente em um espaço, que propicia ou não reuniões. Além disso, lembrou-se que um espaço habitável pode ter múltiplas funções, com possibilidades além do básico. A análise do livro também voltou a frisar a necessidade do local ter formas de estimulação aos frequentadores, usando lares e pilotis com diversas funções e evitar áreas que possam cair em desuso. 

    Depois, presenciei o debate sobre "o intervalo, demarcações privadas no espaço público, conceito de obra pública". Essa foi uma discussão mais rica e incessante que rendeu interessantes conclusões. Analisou-se que a fachada realiza a transição entre privado e público e que estimula uma relação formal entre as pessoas, além da estrutura causar uma demarcação privada do espaço público. O pensamento derivado do livro também mostrou que pessoas envolvidas sentem a reponsabilidade de cuidar do espaço público, porém espaços generalizados ou grandes demais fogem do controle e acabam sem administração. Ademais, a setorização cria espaços vazios e impessoais, que são maiores fontes de perigo. 

    Então, debateu-se sobre a "equivalência". Por se tratar de um assunto mais específico, não ocorreram muitas observações diversificadas. O tema majoritário foi a sua definição, na qual dois fatores com mais de função acabam por não ter valor definido. Também ocorreu uma análise sobre a presença da equivalência entre os valores do espaço. 

    Por fim, a última discussão abordou "o acesso público ao privado", mas, assim como o terceiro debate, ela não foi tão fogosa. Ponderou-se acerca da criação de espaços que incitem a aproximação, o que também pode ocorrer com a gradação entre espaços. Também foi de consenso geral da inegável importância dos espaços privados com muito acesso público nas inter-relações. 

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