Questão sobre texto de Ferreira Gullar
Ferreira Gullar aborda o tema do não-objeto em seu texto, definindo e analisando a sua origem na arte. Essencialmente, se trata de obras que não se restringem ao convencional e saem dos traçados comuns, eliminando as molduras que separaram de forma distinta a ficção da realidade. Isso começou com as vanguardas, nas quais perdeu-se a nitidez e o realismo que tanto era tradicional nas obras de arte. Os impressionista somente tiraram um pouco da nitidez, e tudo se escalou até que os dadaísta tirassem objetos de seus lugares de pertencimento e nos forçassem a olhá-los de outro modo. Essa escalação me leva até a verdadeira questão derivada do texto: haverá um limite para não-objetos? Chegará um momento em que tudo estará tão normalizado que não haverá nada fora do comum? A base, de pensar fora da caixa, de sair do convencional, é limitada? Alguns artistas já chegaram a deixar telas brancas e chamá-las de arte, a colocar um objeto no chão e finalizar seu trabalho, o que causou um estranhamento maciço no contexto. Mas talvez um dia isso seja genérico. Talvez a criatividade e a estranheza terminem. E, se esse dia chegar, o que serão dos não-objetos?
Comentários
Postar um comentário